Do Nada ao Tudo


As Côres

 

Autor: Ilan Pellenberg

 

Fazendo-me sorrir novamente

Ela me traz de volta à vida plena

Retribuo neste simples presente

Que é essa cançãozinha assim tão serena.

 

Aqueça tuas mãos nas luvas do meu afago

Vamos caminhar abraçados pelo Rio

Conte-me de fato um lance engraçado

Bebamos algo quente contra o frio.

 

Seremos felizes nessa noite

Até o resto dessa vida

Não tema a dor que pra ti for açoite

Que do meu lado estará protegida.

 

Encoste tua cabeça aqui

Pra gente ficar mais por perto

Fale mais suave assim

O nosso beijo foi dado como certo.

 



Escrito por Ilan Pellenberg às 23h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


SAUDADE

Saudade do meu irmão, de quando ele era bebê.

Saudade da minha filha-florzinha, que ainda é um bebê.



Escrito por Ilan Pellenberg às 23h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


ELA

Ela que escrevia frases inteligentes tinha a vida plena. Cativava desconhecidos que logo passavam para a condição de amigos. Os amigos, com cada sorriso, mais próximos queriam ficar. E todos que não eram poetas faziam poemas pra ela.

Cantava e dançava com a alma. De tudo o que achava graça, mais engraçado se tornava.

Olha lá, amigo, quando ela se entristece. Tão triste como toda mulher linda que chora. Quisera eu secar suas lágrimas doces com o roçar do meu rosto ou colhê-las ainda quentes na bacia dos meus beijos.

Falo em teus ouvidos o que gosta de escutar porque amo o teu sorriso. Deixa que eu curo tuas dores de desamor com minhas mãos que te seguram e acariciam.

Não se despeça, dá-me um abraço desses bem quentes, e não diga aquela palavra de despedida jamais. Apenas caminhe pra lá e deixe que eu sozinho me vá. Invento um motivo... e vou-me.

 



Escrito por Ilan Pellenberg às 23h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


ÚLTIMO ROMANCE

Ultimo Romance

Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante

Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês
Eu já não sei

E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguem dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor
A gente é quem sabe, pequena

Ah vai!
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
Eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar
Tanto clichê
Deve não ser
Você me falou
Pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver
Eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar

Ah vai!
Me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora
Pego carona
Pra te acompanhar



Escrito por Ilan Pellenberg às 09h33
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


ARTE

Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é a canção.

Trecho da música Metade, de Oswaldo Montenegro



Escrito por Ilan Pellenberg às 07h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


BANAL X CULTURAL

Nós, seres humanos, necessitamos não somente de papos-cabeça e ponderações perfeitas sobre a vida; necessitamos também das superficialidades. Seríamos muito chatos se não houvesse dentro de nós o equilíbrio entre o banal e o cultural. Ainda que algumas pessoas sejam cem por cento de um tipo ou de outro, devemos injetar algumas doses de besteiróis e brilhantismos em nossa alma a fim de que realmente nos demos com os diferentes tipos nessa sociedade formada por pessoas de conteúdo ou ôcas por natureza.


Escrito por Ilan Pellenberg às 10h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem, de 26 a 35 anos, Livros, Música
MSN - ilanpel@hotmail.com



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Blogando diferenças
 eraOdito
 EXato Acidente
 Minha poesia já não tem seu nome
 Mulher de Sardas
 Mundo Literal
 Portal Literal
 Releituras
 Revista Piauí
 Rita Apoena
 Uol
 Viajando na maionese